WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

ultimas noticias
ultimas noticias

link conquista

:: ‘Estatísticas’

A praga do trânsito

Por Rodrigo Vargas de Souza*

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

Andava há algum tempo sem escrever, mas essa semana ouvi algo que não pude deixar passar batido.

Trabalho no setor de educação do órgão gestor de trânsito da minha cidade. Nessa semana visitamos uma turma da universidade federal no intuito de convidá-los a participar de um projeto específico para o público universitário.

Minutos antes do início da aula conversávamos com a professora da disciplina esclarecendo dúvidas sobre o projeto e também falando de outros assuntos relacionados ao trânsito. Foi quando, com ar preocupado, ela perguntou: “O que está acontecendo com o trânsito da cidade nesse ano de 2017?!”. Sem entender direito a pergunta, pedi educadamente que fosse mais clara. Ela explicou que estava cada vez mais difícil o trânsito da cidade em função dos congestionamentos.

Bem professora, – respondi- com em torno de 400 novos carros emplacados no estado diariamente isso era de se esperar! E a tendência, se nada a respeito for feito, é piorar…

Para meu espanto, ela seguiu: “tinha que haver uma praga!” (no sentido de diminuir o número de carros nas ruas, creio eu).

Professora… infelizmente já temos uma praga! Mas poucas pessoas sabem da sua existência.

Uma praga que mata mais de 100 pessoas por dia no Brasil. Uma praga que ceifa a vida de mais de 40 mil brasileiros e deixa outras centenas de milhares com sequelas muitas vezes irreversíveis. Uma praga que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), dizima anualmente cerca de 1,3 milhões, ultrapassando o número de homicídios e até mesmo de mortes em guerras. E que, segundo a mesma organização, se até 2030 não for contida, matará mais que o HIV. Uma praga responsável por gastar, em média, 2% do PIB dos países em desenvolvimento. Que no país leva todos os anos dos cofres públicos o equivalente a duas copas do mundo semelhantes a de 2014.

A praga está aí, juntamente com seus números, para quem quiser ver. Mesmo que alguns seguimentos da sociedade pareçam não se preocupar com isso. Em vista disso, fica o questionamento que sempre procuro levar aonde quer que eu vá, com quem quer que eu fale: A quem serve que as pessoas desconheçam esses fatos? Quem se beneficia com a falta de atenção sobre esses números? Até quando fecharemos nossos olhos a isso é esperaremos que uma “praga” faça nossos problemas magicamente desaparecerem?

*Rodrigo Vargas de Souza é psicólogo, palestrante e agente de educação para o trânsito na Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre.

Sul do país soma mais de 130 mil condutores que precisam de veículo adaptado

Pessoas com limitação física encaram burocracia para obter habilitação e adaptação veicular.

Adaptado para atender à sua limitação, o veículo de Johnatha traz todos os comandos ao alcance dos pés (Foto: Arquivo Pessoal)

Adaptado para atender à sua limitação, o veículo de Johnatha traz todos os comandos ao alcance dos pés (Foto: Arquivo Pessoal)

Engana-se quem pensa que adquirir e dirigir o carro próprio é uma pretensão que esbarra apenas em questões de ordem financeira. Em alguns casos, isso também requer uma combinação de paciência e obstinação. É essa a realidade de mais de 130 mil condutores, só no sul do Brasil, considerados inaptos para dirigir veículos comuns, condição definida pelas restrições que vão de C a X na resolução do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Computado até outubro desse ano, o número foi disponibilizado pelos Detrans dos três estados da região. Mas, para se ter ideia da ordem que o número de condutores com essas restrições pode alcançar, em 2010, dentre os mais de 45 milhões de brasileiros com alguma deficiência, dois milhões e meio eram deficientes motores entre 15 a 64 anos, faixa etária que compreende a idade de dirigir. Para entender os desafios de obter a habilitação e um veículo adaptado, a Perkons ouviu condutores com mobilidade reduzida e empresas que realizam adaptação veicular.

Os olhares de surpresa sempre acompanharam os passos do músico Johnatha Bastos. Nascido sem os braços, ele conseguiu a habilitação há menos de um mês e, de lá para cá, praticamente não deixou o motor do carro esfriar na garagem. “É um sonho que foi concretizado e me deu mais autonomia e liberdade”, completa. A aparência do veículo é comum, mas o interior é todo adaptado para atender às necessidades do jovem. Volante, pedais e freio ficam ao alcance dos pés, como o painel com botões que acionam os faróis e o para-brisa. Porém, antes mesmo de dirigir, ele precisou comprovar a posse do carro adaptado, já que a natureza de sua limitação exigia adaptações específicas para que o automóvel fosse utilizado também nas aulas de direção e no exame prático. “Foi preciso passar por uma perícia detalhada e só então receber autorização para circular com ele”, explica. Para a adaptação, todas as medidas do jovem foram levadas em consideração e os ajustes necessários aconteceram ao longo de um ano. “Mesmo personalizado, meu carro também pode ser conduzido por pessoas sem deficiência física”, explica Johnatha.

A personalização do veículo é um dos pilares da Cavenaghi, pioneira no segmento de adaptação veicular. “Os comandos podem ser invertidos ou automatizados, e há uma gama de acessórios que podem ser instalados, como freios e aceleradores manuais. 99% dos veículos disponíveis no mercado podem passar pela adaptação”, resume a diretora comercial, Mônica Cavenaghi.

Isenção tributária exige paciência do condutor

No Brasil, pessoas com deficiência física podem adquirir um automóvel com isenção do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados). Para solicitar a isenção é necessário reunir todos os documentos listados pela Receita Federal e dar entrada no processo em uma das unidades do órgão.

Para o gerente de vendas corporativas da concessionária Copava, Alexsandro Beal, o tempo gasto nesse processo acaba por desestimular muitos condutores com mobilidade reduzida. “Mais de 90% das pessoas que têm direito à isenção não sabem disso e há uma parcela que sabe e desiste devido à morosidade do processo de compra”, avalia. Para sanar possíveis dúvidas do usuário, a empresa desenvolveu, há cerca de cinco anos, uma cartilha, que elenca, por exemplo, as limitações elegíveis para que o condutor solicite a isenção.

Para o aposentado Mário Sérgio dos Santos, que teve os braços amputados há 21 anos, foram investidos mais de dois anos para reunir a documentação exigida. Assim como Johnatha, Mário precisou comprovar a posse do carro – cujos comandos são controlados pelos pés – antes de obter a CNH. “Foram várias etapas, mas consegui minha CNH. De início minha mãe e esposa tiveram receio de andar comigo, mas hoje as levo para todo canto”, comemora. Fonte: Perkons.

Quanto custa um acidente de trânsito?

Para se ter uma noção, a quantia é maior do que os gastos com melhorias de rodoviárias e campanhas educativas de trânsito.

Blog Transitar

Custos ultrapassam 12 BI apenas nas rodovias federais (Foto: Mosate Rodrigues)

Sustos, danos e perdas. São inúmeros os prejuízos para quem se acidentou no trânsito. Mas você sabia que, além dos problemas pessoais, os acidentes envolvendo veículos também geram custos para toda a sociedade?

Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2014 o Brasil gastou R$ 12,3 bilhões com acidentes. Isso, só em rodovias federais. Levando em consideração os acidentes nas estradas estaduais e municipais, o valor sobe e fica em torno de R$ 40 bilhões. Para se ter uma noção, a quantia é maior do que os gastos com melhorias de rodoviárias e campanhas educativas de trânsito.

Como é gasto esse valor? A pesquisa do Ipea considerou dados como despesas hospitalares, danos a veículos e a cargas transportadas, perda da capacidade produtiva (quando a vítima foi afastada do trabalho, por exemplo), danos ao patrimônio público (muros, postes, calçadas) e a propriedades privadas (lojas, casas). Fonte: Viver Seguro no Trânsito/ Colaborou Fábio de Oliveira.

Na Operação Tiradentes, PRF flagra aumento de 500% no uso de álcool

Conduzir alcoolizado é uma das condutas que mais comprometem a segurança viária, destaca o órgão.

Imagem: Divulgação - PRF

Imagem: Divulgação – PRF

A Polícia Rodoviária Federal divulgou nesta segunda-feira (25), o balanço da Operação Tiradentes realizada de quinta a domingo passado em todo o país.

Segundo a PRF houve aumento no uso do álcool, uma das condutas que mais comprometem a segurança viária, neste ano foram 3.607 testes e 75 resultados positivos, cinco vezes mais condutores conduzindo alcoolizados que no mesmo período de 2016, um aumento de 525%.

Já com relação às ultrapassagens em locais proibidos, manobras responsáveis pelo maior número de mortes em rodovias, o crescimento foi de 18,82%. Os radares flagraram 1.935 veículos transitando em excesso de velocidade, aumento de 7,98%. No período, 7 pessoas foram feridas gravemente, comparando-se com o feriado de Tiradentes de 2016 houve uma redução de 58,8 %. Três pessoas morreram este ano, o que representou uma redução de 40% no número de mortos.

Outra ação preventiva com impacto diretamente relacionado com a redução de acidentes, em geral graves, é o recolhimento de animais soltos ou abandonados às margens das rodovias federais. Somente no período desta operação, a PRF recolheu 118 animais nas rodovias federais da Bahia. Fonte: Nucom/ PRE BA.

Estado emocional alterado aumenta em quase dez vezes risco de colisões no trânsito

Pressa e congestionamentos amplificam sentimentos como raiva e irritação.

Exercitar a empatia é uma das recomendações para minimizar o estresse do trânsito (Imagem: Shutterstock)

Exercitar a empatia é uma das recomendações para minimizar o estresse do trânsito (Imagem: Shutterstock)

Motoristas, motociclistas, pedestres, passageiros e ciclistas estão no trânsito se deslocando para diferentes destinos e com objetivos igualmente diversos: retorno do trabalho, ida a um compromisso importante ou apenas a passeio. Porém, todos se deparam com situações estressantes, como sinfonia de buzinas, congestionamentos e desrespeito às leis de trânsito. Não raro, esse ambiente democrático torna-se hostil e se revela ideal para a troca de afrontas entre os usuários. Para que acidentes não agravem esse cenário, manter a paciência e a calma são determinantes. Conforme estudo inédito do Instituto de Transportes da Virginia Tech, associadas à direção, raiva, agitação e tristeza aumentam em quase dez vezes os riscos de colisões. Para entender em que momento dirigir passou a ser encarado como um ato estressante, a Perkons ouviu alguns especialistas.

Antropólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Bernardo Conde enxerga o trânsito brasileiro como um retrato de traços culturais específicos, como a hipervalorização da emoção. “As pessoas manifestam suas vontades individuais também em espaços públicos, como o trânsito, onde o esperado é se agir com a razão. Por isso sorrimos ao pedir vez a outro motorista, pois assim, demonstramos emoção. Da mesma forma, agimos emocionalmente quando ao invés de nos planejarmos para sair uma hora antes para percorrer determinado trecho, saímos com atraso de 30 minutos e a mesma expectativa. O resultado é a frustração e, por consequência, o estresse”, elucida. Segundo ele, as oscilações de humor também respingam nas interações entre os usuários, que, em sua maioria, se tratam com distanciamento. “Somos um povo muito cordial e solidário com o que nos comove, mas não com os desconhecidos, como é o caso do motorista ao lado”, completa.

:: LEIA MAIS »

Carnaval nas estradas federais da Bahia foi mais violento que ano anterior, diz PRF

Aumentou os flagrantes de embriaguez e ultrapassagem em local proibido.

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

A Polícia Rodoviária Federal registrou na Bahia um aumento acentuado nas condutas que mais comprometem a segurança viária durante a Operação Carnaval 2017.

Em 2016, a Operação Carnaval submeteu 4420 motoristas ao teste de etilômetro e flagrou 165 condutores dirigindo sob efeito do álcool. Neste ano foram 6889 testes e 171 resultados positivos, aumento de 3,63%. Já com relação às ultrapassagens em locais proibidas, manobras responsáveis pelo maior número de mortes em rodovias, o crescimento foi de 81,95%, ou seja, o número de motoristas flagrados com esse comportamento quase dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior. Com relação à velocidade, os radares dispostos ao longo das rodovias flagraram 25809 veículos transitando em excesso de velocidade, sendo 5834 imagens capturadas pelos radares estáticos, operados pelo policial, e 19975 pelos equipamentos fixos instalados nas BRs 324 e 116.

Nos seis dias de Operação, foram identificados 161 veículos cujas irregularidades comprometiam a segurança do trânsito. Por essa razão, foram retirados de circulação e enviados para os pátios para que os seus proprietários providenciem a regularização. No último Carnaval foram 79 veículos nessas condições.

Apesar dos esforços da fiscalização, a Operação Carnaval 2017 registrou 95 acidentes nas rodovias federais da Bahia. Destes, 23 foram considerados graves, aqueles em que há pelo menos um ferido grave ou uma pessoa morta. No período, 14 pessoas morreram, sendo os óbitos distribuídos em nove acidentes.

Embora o número total de vítimas fatais tenha crescido, a análise dos números do ano passado revela uma redução de 18,18% na quantidade de acidentes em que houve morte, o que aponta para uma maior letalidade nas ocorrências de 2017. Em 2016, foram 13 mortes distribuídas em 11 acidentes; neste ano, 14 em nove.

Associada ao trabalho de fiscalização, a PRF dedicou uma parcela dos policiais envolvidos na operação para a educação para o trânsito. Com o auxílio do ônibus multimissão, os policias apresentaram aos condutores que eram submetidos à fiscalização vídeos educativos de curta duração com orientações sobre a importância da adoção de uma postura defensiva no trânsito. A quantidade de pessoas sensibilizadas pelas ações de educação para o trânsito saiu de 4830 em 2016 para 5495 neste ano. Fonte: Nucom/ PRF-BA.

Decretada “pena de morte” no trânsito do Brasil

Não existe pena de morte nas leis brasileiras, mas no trânsito ela já foi decretada, alerta jornalista.

Por Tony Pacheco

Imagem: Redes Sociais

Imagem: Redes Sociais

 “Não existe pena de morte nas leis brasileiras, mas no trânsito ela já foi decretada”. Com este alerta, o presidente da Federação Nacional das Associações de Detran (FENASDETRAN), Mário Conceição, chamou a atenção dos participantes do 8º Congresso Trânsito e Vida e 4º Congresso Internacional, realizado em novembro passado em Salvador. Os números são estarrecedores, segundo o dirigente: o número de veículos no Brasil mais que duplicou nos últimos 10 anos e a infraestrutura não acompanhou este aumento, daí que o País é agora o oitavo do mundo em mortes no trânsito. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os dados consolidados de 2010 mostram 42.844 mortos no trânsito brasileiro e o Ministério da Saúde brasileiro já considera as mortes nesta área como “epidemia” e uma epidemia cujo “vírus” mais letal chama-se motocicleta, pois somando os mortos de todos os meios de transporte, do carro-de-boi ao avião, passando por caminhões, ônibus, barcos, automóveis e caminhonetes, as motocicletas mataram a metade das vítimas. Enquanto os atropelamentos DIMINUÍRAM 30% de 1996 a 2010, o número de mortos por motos AUMENTARAM em 1.298% (mil duzentos e noventa e oito por cento) no mesmo período. Segundo o Ministério da Saúde, só revólveres matam mais que motocicletas no Brasil.

 MEDIDAS SÉRIAS E URGENTES

 De 2001 a 2010, morreram 65 mil pessoas em acidentes de motos no Brasil, mais que o total de soldados americanos durante toda a Guerra do Vietnam. E a tendência é piorar se não forem adotadas medidas sérias e urgentes, segundo o dirigente da FENASDETRAN, Mário Conceição, pois a frota de motos só faz crescer, tendo passado de 4 milhões no ano 2000, para cerca de 20 milhões em 2013. Já a frota de automóveis pulou de 19 milhões em 2000, para mais de 45 milhões em 2013. Em decorrência disso, o Ministério da Saúde contabilizou R$96 milhões (noventa e seis milhões de reais) em gastos com as 153 mil internações de vítimas do trânsito brasileiro na rede pública em 2011 e estamos caminhado céleres para atingir 50 mil mortos no trânsito, uma “pena de morte” disseminada, principalmente entre os jovens. O dirigente da FENASDETRAN afirmou que este é um “grito de alerta para que toda a sociedade se comprometa em preservar e  salvar vidas.

As manchetes nos jornais não escondem a gravidade do problema: “Irmãos são mortos ao andar de moto em direção ao Aeroporto”. “Ônibus esmaga médico”. “Esperavam o ônibus e foram atropelados”. Nunca antes na história deste País se leu tanta manchete com tragédias envolvendo o trânsito.

Mário Conceição adverte que o Brasil precisa debater o assunto e encontrar soluções. O País não suporta mais perder quase 50 mil vidas todos os anos no trânsito. E, o mais terrível, como vimos recentemente em Salvador: são vidas que apenas começam, cheias de promessas, pois na faixa etária dos 15 aos 29 anos de idade, o trânsito se transformou na maior causa de morte. E por que? Porque nesta faixa estão aqueles que andam de moto, a pé ou de bicicleta, justamente as três modalidades que são responsáveis por 66% dos mortos no trânsito brasileiro.

O papel da saúde pública para zerar as mortes no trânsito

Brasil registra 23,4 mortes a cada 100 mil habitantes. Em média, cada acidente tem um custo de R$ 72 mil para o país.

Foto: Mariana Gil/ WRI Brasil Cidades Sustentáveis

Foto: Mariana Gil/ WRI Brasil Cidades Sustentáveis

Existem lugares no mundo em que nenhuma morte relacionada a acidentes de trânsito é registrada em um ano inteiro. Em que notícias sobre fatalidades nas estradas quase não chocam mais. No Brasil, hoje, noticiar zero mortes no trânsito surpreenderia mais do que o contrário. Isso é resultado da irresponsabilidade ao volante, da falta de planejamento urbano e viário, de falhas nas leis de trânsito, entre outros motivos. O sistema viário atual influencia diretamente na saúde da população e apenas novas políticas públicas podem mudar esse cenário.

Com a ideia central de que “nenhuma morte é aceitável”, a Visão Zero é uma iniciativa concebida na Suécia em 1994 e transformada em lei três anos depois no país. Ela surgiu do entendimento de que apenas reduzir as mortes no trânsito não é suficiente. O objetivo e os esforços da Suécia são para chegar a zero fatalidades nas ruas e estradas. Conforme seus princípios, a mobilidade deve estar incluída no planejamento de saúde pública.

A política também salienta a responsabilidade do desenho viário nos acidentes e não apenas a do motorista. “Em qualquer situação uma pessoa pode falhar – o sistema viário não deveria”, diz um dos princípios da Visão Zero. O berço da iniciativa registra hoje 2,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Graças ao sucesso do programa, foram abertos escritórios em mais de 60 países e a ideia gera inúmeras redes de trabalho.

Uma delas, a Vision Zero Network, dos Estados Unidos, realizou o estudo “O papel central da saúde pública na Visão Zero“, que analisa como três cidades – São Francisco, Nova York e Chicago – utilizam ferramentas de saúde pública para avançar seus esforços para erradicar as mortes no trânsito. Os três implementaram ações que podem ser replicadas no mundo todo.

:: LEIA MAIS »

Balanço da PRF indica diminuição de acidentes nas rodovias da BA

Colisões frontais chamam a atenção em virtude da letalidade, diz relatório.

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

A Polícia Rodoviária Federal divulgou um balanço sobre os acidentes registrados nas rodovias federais da Bahia em 2016. No total, a PRF registrou 5424 acidentes, onde  5039 pessoas ficaram feridas e 611 morreram, o que representa reduções de  22,8%, 7,21% e 3,1% respectivamente em comparação a 2015.

Acidentes Graves

Entre as ocorrências do ano passado, as colisões frontais chamam a atenção em virtude da letalidade. Em números gerais, esse tipo de acidente é o nono que mais ocorre nas rodovias federais do estado, mas quando é levada em consideração a gravidade, pula para a primeira posição. Em 294 registros, foram 239 vítimas fatais e ainda 289 feridos graves. A quantidade e a gravidade das colisões frontais justificam o tratamento mais gravoso dispensado às infrações de ultrapassagem pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e os comandos de fiscalização específica desenvolvidos pela PRF para coibir essa prática.

Em segundo lugar entre os acidentes mais graves estão as colisões laterais, aquelas em que os veículos colidem de maneira perpendicular, geralmente em interseções de vias e cruzamentos. Esse tipo de acidente vitimou 63 pessoas e deixou outras 201 feridas com gravidade.

Colisão traseira, com 133 registros; saída de pista, com 128 e atropelamento de pessoa, com 127, completam a lista de acidentes mais graves. Eles levaram a óbito 46, 65 e 66 pessoas respectivamente, deixando ainda 129, 140 e 77 feridos gravemente.

Fiscalização

Foram mais de 515 mil veículos fiscalizados nas rodovias federais da Bahia, sendo que quase 145 mil condutores foram submetidos ao teste do etilômetro. Desses, 1586 foram autuados por dirigirem sob efeito do álcool. As infrações que geram mais risco tiveram atenção especial da PRF, que direciona os recursos humanos e materiais para combater as práticas mais nocivas no trânsito. Motociclistas sem capacete foram 1985, pessoa sem cinto de segurança, 16724. O excesso de velocidade e a ultrapassagem indevida, duas condutas extremamente perigosas, foram punidas diariamente pelas equipes distribuídas pelos quatro cantos do estado. 34683 veículos foram autuados efetuando manobras de ultrapassagem de maneira irregular, e outros 55421 foram flagrados em velocidade acima da permitida para a via.

Educação para o trânsito

Na PRF, a fiscalização e a eventual autuação caminham ao lado da conscientização. Projetos pioneiros como o Cinema Rodoviário e o Festival Estudantil Temático de Trânsito (FETRAN) sensibilizaram 161 068 pessoas sobre a importância da adoção de um comportamento mais prudente no trânsito. O Cinema Rodoviário tem como público principal motoristas profissionais e experientes e o FETRAN alcança crianças em idade escolar, o que permite a difusão das orientações entre os atuais e futuros condutores. Fonte: NUCOM PRF/ BA.

Ciclovia na Capital

Maior número da América Latina na Capital paulistana. Com uso? Qual região? Regiões acessíveis?

Por Mércia Gomes*

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

Embora muitos critiquem, o uso da bicicleta tem sido divulgado a tempos por outros países, razão essa que tem por destaque diversos pontos favoráveis na vida e cotidiano da sociedade, quais sejam:

  1. Qualidade de vida;

  2. momento de praticar um esporte;

  3. aumento de vida;

  4. diminuir poluição;

  5. objetivar qualidade do transporte público;

  6. menor número de veículos nas vias;

  7. menor número de congestionamento;

  8. diminuir número de acidentes de veículos;

  9. aumentar respeito pelo e atenção ao cidadão;

  10. diminuir número de débito na Secretaria da Fazenda, ou seja, condutor sem débito;

  11. entre outros…

Vejam que foi do dia 31.12.2016 a foto que ilustra este post,  registro feito na Avenida Paulista, região nobre de São Paulo, a mais utilizada por ciclistas para passeio.

Histórico:

Ciclistas em 31.12.2016: 965

Ciclistas no mês de dezembro: 46.854

Ciclistas no ano de 2016: 544.797

:: LEIA MAIS »

manual fiscalizacao transito

alto escola transito rapido

twitter
facebook

ultimas noticias
junho 2017
D S T Q Q S S
« maio    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  
WebtivaHOSTING | webtiva.com . Webdesign da Bahia